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Dor
de cabeça pode ser tratada no dentista
De
acordo com estudos recentes, existem
mais de 150 tipos de dores de cabeça
e, as maiores vítimas desse
problema, são as mulheres.
Uma das causas pouco conhecidas,
que gera principalmente a dor de
cabeça crônica –
uma dor intensa na região
que pode durar dias – é
a Disfunção Temporomandibular,
a DTM. Apesar do nome complicado
e nada comum, trata-se de uma doença
que atinge a articulação
e os músculos que realizam
os movimentos da boca.
Isso
acontece devido a lesões
causadas por movimentos desnecessários
que fazemos com a boca, hábitos
como: mascar chicletes, roer unhas,
morder gelo, etc.
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bruxismo, o ranger dos dentes que
algumas realizam ao dormir e o estresse
também são fatores que
causam DTM. |
E, como na maioria dos
problemas que levam a dor de cabeça,
essa disfunção também
está mais presente no sexo feminino:
as mulheres em idade fértil são
as maiores vítimas do problema,
cerca de nove para cada homem. Atualmente
tem sido observado um aumento dos casos
de DTM em adolescentes e crianças.
Ainda que se trate de
uma doença que pode causar dores
de cabeça terríveis durante
anos, o tratamento dela, quando bem diagnosticada,
não apresenta maior dificuldade.
É simples e conservador, feito
por meio de terapias caseiras, exercícios,
compressas, relaxamento muscular, controle
da ansiedade e depressão, e até
mesmo ioga. O paciente aprende técnicas
e as realiza não só no consultório
como também em casa. Em muitos
casos, também é necessária
a interação de uma equipe
multidisciplinar, como psicólogos,
fisioterapeutas, neurologistas, reumatologistas,
entre outros.
De acordo com o cirurgião
dentista Antônio Sérgio Guimarães,
responsável pelo Ambulatório
da doença do Hospital São
Paulo - UNIFESP/EPM, o paciente com DTM
geralmente é um doente crônico
que demora anos para buscar tratamento.
“Como os sintomas são muito
subjetivos e podem estar ligados a outros
problemas médicos, como depressão,
dificuldade visual, problemas otológicos,
o dentista, muitas vezes, é o último
profissional a ser procurado”, explica.
Fonte: OdontoBrasil
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