Sistema digestivo do idoso é comprometido por problemas bucais

De acordo com estimativas mundiais, o número de idosos deve duplicar até 2025. Para o Brasil, projeta-se 33 milhões de pessoas com esse perfil, cerca de 19 milhões a mais que hoje. Em paralelo, acredita-se que neste período, de cada 2 pacientes que visitarem os consultórios dentários, 3 serão idosos. Pensando nisto, a odontologia ampliou sua atuação ao atendimento especialmente geriátrico.

A odontogeriatria trabalha com a prevenção e tratamento de doenças bucais que podem comprometer a saúde sistêmica dos idosos. Desta forma, o profissional desta área deve ser preparado para atender o idoso de forma especial, pois as alterações relacionadas à idade, não só na boca, como no organismo em si, exigem modificações na conduta do profissional durante o tratamento.

Em função da impossibilidade de locomoção ou falta de recursos, é importante também que o especialista esteja preparado para a prática odontológica em domicílios, hospitais, casas de repouso ou asilos. Para tanto, existem equipamentos portáteis que levam ao paciente todo o conforto de um consultório dentário.

Sem tratamento adequado, inúmeros problemas bucais acometem os idosos, como a ausência de dentes, cáries e doenças periodontais. Outras doenças tem incidência maior com a idade. São elas: boca seca, bruxismo, lesões da mucosa oral, câncer, entre outras. Antes que os problemas apareçam, é possível preveni-los. “Higiene da boca e das próteses são indispensáveis. Além disso, um exame clínico anual faz o diagnóstico precoce para o tratamento adequado de lesões orais, muitas vezes não percebidas”, conclui Ana Paula Falcão de Moura, cirurgia-dentista pós-graduada pela USP.

Fonte: ABN

< voltar >