2.
Como é realizada a colocação
na cavidade bucal?
É
necessária a perfuração
dos tecidos para sua instalação,
normalmente sem anestesia local.
Infelizmente, a colocação
dos piercings é uma prática
realizada por “técnicos”,
que são proibidos por lei
de administrar anestesia local
e, normalmente, desconhecem sobre
anatomia, fisiologia e patologia
da cavidade bucal.
3.
Quais são os locais freqüentes
de aplicação na
cavidade bucal?
Podem
ser aplicados na língua,
lábios e bochechas, sendo
raramente colocados nos freios
labiais (Figura 1), lingual e
úvula.
4.
Quais são as complicações
e riscos decorrentes dessa prática?
Infelizmente,
há várias complicações
que podem ocorrer pela colocação
do piercing na cavidade bucal,
dentre elas a retração
gengival (Figura 2), fratura e
desgaste dos dentes (quando em
contato com a gengiva e o dente)
inflamação e infecção
da mucosa dor formação
de cálculos salivares (tártaros)
mau hálito excesso de salivação
dificuldade na deglutição
(ato de engolir) e fonação
(ato de falar) risco de hemorragia
formação de corrente
galvânica quando em contato
com outros metais das restaurações
dentárias (espécie
de “choque” produzido
pela criação de
corrente elétrica) alergia
aos materiais utilizados aspiração
da peça. Na literatura
médica e odontológica,
há relatos de colapso hipotensivo
por hemorragia (crise de pressão
baixa) e angina de Ludwig (inchaço
provocado por infecção
aguda na região da garganta,
que pode conduzir ao óbito).
5.
Quais são os cuidados necessários
com o piercing na cavidade bucal?
É
necessário fazer a remoção
do piercing para a limpeza manual
diária com detergente e
álcool (após dois
meses da colocação).
Em casos de dor, inflamação
ou infecção é
recomendada a consulta ao cirurgião-dentista.
Quando houver necessidade, por
alterações durante
a fonação, a visita
ao profissional fonoaudiólogo
pode auxiliar.
Fonte:
APCD